Fundador da Cátedra Patrícia Acioli Luiz Eduardo Soares participa da mesa "Violência, raça e resistência" no Festival WOW Masculinidades.
- 30 de mai.
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Ao lado de Irone Santiago e Orlando Zaccone, o antropólogo e fundador da Cátedra Patrícia Acioli trouxe reflexões fundamentais sobre violência, democracia e justiça no Brasil contemporâneo. Ao apresentar dados sobre a letalidade policial no Estado do Rio de Janeiro e a baixa responsabilização desses casos, chamou atenção para a necessidade de recusar a violência como horizonte inevitável da vida social.
Sua fala destacou ainda dois desafios centrais: enfrentar a normalização da violência produzida pelo próprio Estado e compreender os mecanismos sociais que levam parcelas da população, inclusive aquelas mais diretamente afetadas pela violência, a aderirem a discursos e políticas autoritárias.
Ao abordar as relações entre violência e gênero, Luiz Eduardo defendeu que não é possível enfrentar radicalmente a violência sem questionar a relação entre ela e o universo masculino, bem como as noções de gênero em si. A violência, nesse sentido, não se restringe às instituições, mas atravessa relações, valores e práticas sociais.
Essas reflexões dialogam diretamente com o trabalho da Cátedra Patrícia Acioli, que tem como compromisso a produção de conhecimento crítico, a defesa da democracia, dos direitos humanos e do acesso à justiça. Em um contexto marcado pela persistência das desigualdades e da violência, preservar a memória de Patrícia Acioli também significa recusar a naturalização da barbárie e afirmar a construção de outras possibilidades de futuro.
